- Duda Mendonça

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Dinha 4

E o Sol, como numa reverência a Dinha, se preparava para se pôr. Hoje, com uma beleza toda especial. Quem sabe uma homenagem…não dá para explicar…são coisas da Bahia.



Dinha 3

16/05/2008 | Comente este post

São cinco e trinta da tarde. Acabei de escrever e cheguei na varanda. Por coincidência, ou não, olhei pra baixo e a frigideira da Sônia fervia com seus deliciosos acarás.


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Dinha 2

16/05/2008 | Comente este post

Sinceramente, será que tou maluco, ou a morte de Dinha do Acarajé merecia um espaco maior na nossa imprensa? Afinal, é um pedaço de nossa cultura que está morrendo com ela. É verdade que ainda temos Regina, Cira, Loura, Sônia (cujo tabuleiro fica bem abaixo da varanda do meu escritório aqui no Farol da Barra) e tantas outras mestras na arte e no segredo de fazer o bom acarajé e o bom abará.
E por falar nisso, uma coisa que muita gente não sabe. O nome original não é acarajé. É acará. "Ge" significa comer em Yorubá, dialeto, ou língua africana dos escravos que vieram para a Bahia, provenientes de um região onde hoje é a Nigeria.
Nessa época, as baianas ofereciam seu produto mercando "Acara Ge", ou seja, "coma acará". Com o tempo acabou ficando acarajé.


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Pisei na Bola

Me esqueci que meus filhotes são muito ciumentos - puxaram ao papai hahaha...Falei do Lucas e do Rafa e não falei do meu Léo. Desculpa filhote, foi a minha vida louca. Tava em Sampa e escrevi tudo no avião. Abaixo a reclamação profundamente justa e oportuna pois, na verdade, a história do Gelol foi inspirada num fato real que aconteceu justamente com Léo e Xande, meus dois gêmeos - ruins de bola como eu.
Veja abaixo a mensagem que ele enviou agora há pouco.

NÃO BASTA SER PAI,TEM DE PARTICIPAR (ESTE SLOGAN COMEÇOU A MUDAR MINHA VIDA)
Autor do comentario :Léo
Cidade do Autor :Salvador / SP
Estado : Bahia

Comentário :Oi pai! Nem pra contar quem te inspirou na criação desse comercial, né?! Hehe. Tadinho de você. Nunca esqueço, eu todo pronto com a camisa do Vasco da Gama (que era o meu time na escola, lembra?) tentando te acordar e você morreeeeeeeendo de sono. Teve uma paciência danada comigo, já que te acordava beeeeeem antes da hora do jogo. Esse comercial sempre vai ser muito especial pra mim, pai. Me lembra uma boa época da minha vida. O engraçado é que a história se repete, pois hoje em dia, meus filhos me acordam cedinho pra brincar. Olho pra eles e penso: "Não basta ser pai, têm que participar". Não tenho dúvida que hoje sou o pai que sou, por causa do pai que tenho. Beijão, meu pai lindo!



A BAHIA PERDE UM DE SEUS MELHORES ACARAJÉS

Faleceu nesta madrugada Dinha do Acarajé. Uma figura extremamente querida de nossa terra. Dinha veio de baixo e com a sua garra, sua simplicidade e, sobretudo com seu maravilhoso acarajé conseguiu seu lugar ao sol. Entre as melhores quituteiras da Bahia. Minha sincera homenagem à amiga Dinha. Sempre cheia de vida e alegria.
Se hoje é dia de luto na Bahia com certeza vai ter festa no céu. Com trio elétrico e tudo. Dodô e Osmar vão estar prontos para receber a Dinha.
Agora atenção São Pedro e um conselho de amigo: a pimenta da Dinha arde pra caramba.



RECADO AOS MEUS LEITORES – OOPS... SERÁ INTERNAUTAS? SERÁ VISITANTES?

O Blog está crescendo, mais rápido do que esperava. Isto é bom por um lado e ruim pelo outro. O lado bom é óbvio. É maravilhoso ver as pessoas se interessando pelos meus trabalhos, mandando mensagens, mandando sugestões. Elogiando as coisas que digo. O lado ruim é que não tenho tempo nem estrutura pra responder a todas as perguntas que me fazem. Isto me deixa angustiado. Mas prometo que estou me estruturando e, em breve vou responder pra todo mundo.



ADMIRAÇÃO – UM EXEMPLO PRÁTICO

Hoje vou dar um exemplo do que falei anteontem sobre admiração. Pra que você entenda direito releia o Post ADMIRAÇÃO – É A CHAVE DO SUCESSO, do dia 14. Lá, eu termino dizendo: admiração é conquistada muito mais com atitudes do que com obras. Pois bem, um dia antes, no dia 13, eu recebi uma mensagem de Reginaldo Silva, do Ceará, falando de sua admiração por mim. Sobretudo por uma passagem muito engraçada que aconteceu numa entrevista que dei a Juca Kfouri. É a tal coisa, depois de ler 293 páginas do meu livro o que marcou, o que mais tocou o Reginaldo, foi o alô que dei pro meu filho na tal entrevista com Juca. Obrigado Reginaldo pelas suas palavras carinhosas. Em sua homenagem conto abaixo toda a história. Mas antes leiam o comentário de Reginaldo.

13/05/2008 - 08:30h
Reginaldo Silva - Nova Russas Ceará

Duda, já li seu livro Casos e Coisas e estou relendo pela terceira vez. Fiz duas campanhas para prefeito da minha terra utilizando seus conselhos e foi um sucesso. Aprendi que quando se faz o trabalho com a alma e dedicação o resultado é garantido. Me emocionei com a sua narrativa da entrevista do Juca Kfouri, quando mandou um alô para o seu filho em rede nacional. Ali foi uma demonstração que tudo na vida tem que ser feito com emoção e verdade, falando realmente através da alma. Espero que venha fazer a Campanha para prefeito de Fortaleza. O Ceará também precisa do seu talento. E, não basta ser marketeiro, tem que participar. Boa Sorte!



UM POUCO DE MINHA VIDA I

(CASOS E COISAS)

Quando fiz a campanha do Pitta eu estava recém-separado de minha segunda companheira. O homem Duda estava sozinho e nú. E, quando você está separado e só, a saudade dos filhos parece que aumenta, batendo fundo, misturada com o sentimento de culpa.
Me lembro de que eu estava em São Paulo, há trinta dias, sem ver os meus filhotes pequenos – Rafa, com 2 anos de idade, e Lucas, com 7. Naquele dia, eu tinha sido convidado pelo programa de Juca Kfouri, da CNT, para uma entrevista ao vivo. Liguei então para o Lucas, avisando. “Filhote, me assista hoje, às onze da noite, na TV”. E ele: “Não dá pra ser mais cedo, não, pai? Vai me dar muito sono”.
Expliquei que não dava. Ele me disse que iria tentar ficar acordado. Me pediu, ainda, para falar no nome dele, durante a tal de “entrevista”, que ele iria avisar aos colegas. Quando cheguei lá, no estúdio do programa, disse: “Juca, um problema. Tenho que falar alguma coisa pro meu filho na Bahia, foi a sua condição pra ficar sem dormir até essa hora”. Juca foi gentil: “pois não, Duda, pode falar”.



UM POUCO DE MINHA VIDA II

Confesso que, na hora, me senti um pouco idiota. Afinal, milhares de pessoas, em todo o Brasil, estavam assistindo àquele programa. Todas elas interessadas em política e em campanha, não na história de um pai saudoso e de um filho com sono. Mas, entre me sentir idiota e decepcionar meu filho de 7 anos, preferi me sentir idiota, é claro.
Respirei fundo e...”alô, alô, meu Lucas, papai está aqui morrendo de saudade de você e do Rafa, torcendo para que isso acabe logo e eu possa voltar para junto de vocês. Um beijo grande , filho, tchau”. Todo o pessoal do estúdio sorriu e a entrevista continuou.



UM POUCO DE MINHA VIDA III

Mas vejam só o que aconteceu. Dias depois, na véspera da eleição, novamente o Juca me chama ao seu programa. Novamente, ligo para o Lucas. E ele prontamente me faz mais um pedido. “Pai, tem uns colegas meus que assistiram o outro programa e vão assistir esse de novo. Dá pra você falar o nome deles, também?” Senti um frio na barriga. “Vamos ver, filho”, respondi, meio sem graça. Ele insistiu, dizendo: “Tome nota, pai, pra você não esquecer o nome de ninguém”. À noite, lá estava eu com o Juca Kfouri, que, já no ar, foi logo me perguntando: “Algum recado para o Lucas, Duda?”. Aproveitei a deixa e contei para ele a história. E foi assim que, ao vivo e em cores para todo o país, mandei um novo recado não só para o Lucas, como também para o Rodrigo, o Paulo, o Carlinhos, o Gordo...Dez nomes, no total. E, desta vez, me senti mais idiota ainda. Mas – que jeito? Afinal, não basta ser pai, tem de participar, não é verdade?



NÃO BASTA SER PAI,TEM DE PARTICIPAR (ESTE SLOGAN COMEÇOU A MUDAR MINHA VIDA)

E já que hoje estamos falando de filhos, um assunto que gosto até mais do que marketing político, vejam abaixo o filme que fiz há mais de 20 anos pra Gelol que terminava com este slogan, que acabou virando um bordão nacional até hoje e que marcou a minha história como publicitário. Graças a ele ganhei além de muitos prêmios importantes, um apelido. Durante um bom tempo de minha carreira fiquei conhecido como o Duda, do Gelol.



RECORDAR É VIVER.

16/05/2008 | Comente este post

Saudades do tempo que eu tinha muito mais cabelo...


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Capriche no seu programa de TV. Ele pode decidir sua eleição

A televisão brasileira é uma das melhores do mundo. É inegável a qualidade da sua fotografia, da sua iluminação, das suas edições, sem falar na criatividade dos seus programas, das suas novelas e, principalmente, de muitos dos seus comerciais.
É neste contexto de qualidade técnica que os programas e comerciais políticos são exibidos. E já por aí vocé começa a entender um dos principais motivos da baixa audiência do horário eleitoral gratuito. O telespectador sai de uma novela ou de um Jornal Nacional produzidos com esmero e com execlente qualidade técnica e... bumba! – o corte é brutal. Sem mais nem menos entra um slide fixo, sem charme nenhum, ocupa a tela e lhe avisa, em tom quase fúnebre : “esse horário está reservado para a propaganda eleitoral gratuita”. Como se estivesse dizendo : se quiser desligar a TV, pode desligar, pra mim, tanto faz.
A partir deste momento começa um horário político chato. Na sua maior parte mal feito, mal produzido, com falas longas e monótonas. Quase sempre com um político metendo o pau em outro. Ou seja, uma coisa que não cativa nem seduz ninguém.
Um programa de televisão bem feito, ao contrário, tem a capacidade de prender, de tirar o sono.



Um programa vencedor

15/05/2008 | Comente este post

Seu programa de TV tem que ser otimista, para cima, com cara de programa vencedor. Porque aparecem uns programas por aí que, francamente, mais parecem missas de sétimo dia. Programas escuros, tristes, sem cor, sem clima, sem vibração, sem alma, tão melancólicos que, quando o candidato entra em cena, coitado... parece que já perdeu e não sabe.
Seu programa, não. Tem que ser claro e luminoso, com falas curtas, um programa dinâmico e moderno. É isso que vai prender as pessoas, fazendo-as prestar mais atenção no seu conteúdo.


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Se abertura não fosse importante, a Globo não tinha inventado o Plim Plim

A abertura da campanha do Lula é um excelente exemplo. Ela é ao mesmo tempo impactante e estratégica. Afinal, todos os dias eu já abria o programa mostrando Lula com uma grande equipe. Exatamente porque uma das suas maiores vulnerabilidades nas cabeças das pessoas era não ter equipe para governar



Admiração - a chave do sucesso

Essa é a palavra mágica: admiração. Se o candidato consegue conquistar a admiração da população, ele está muito próximo do sucesso.
Quando você admira uma pessoa, duas coisas podem acontecer. A primeira é que você confia muito mais nela. Como consequência, acredita mais em suas propostas, em seus projetos.
A segunda, qualquer pessoa está muito mais propensa a não acreditar em acusações feitas contra seus heróis, a esquecer ou perdoar os seus eventuais defeitos.
Nesse sentido, a admiração é um sentimento elevado. Superior. Quer ver? Ayrton Senna, por exemplo. Você o admirava, não é verdade? Lógico que sim. Todos nós tínhamos admiração por ele. É claro que não o conhecíamos muito bem. Mas seu talento, suas atitudes e a sua forma sincera de falar conquistaram a todos.
Se alguém nos dissesse que ele era mau filho, mau irmão ou mal namorado, acreditaríamos nisso? Claro que não. Quem falasse essas coisas seria imediatamente carimbado como invejoso ou despeitado.
Ainda sobre admiração, apenas mais um segredo. Um segredo que, aliás, talvez explique o sucesso de políticos que, apesar de não terem sido grandes administradores, conseguiram se transformar em verdadeiros campeões de votos. A admiração é conquistada muito mais com atitudes do que com obras.



Senna - admirado por todos



Verdade - uma arma poderosa

Outra coisa. Com o passar do tempo percebi. Uma resposta honesta, sincera ainda que para assumir ou justificar um erro, numa situação embaraçosa, pode deslocar imediatamente o eixo da discussão.
Um técnico de futebol que após o jogo culpa seus jogadores pela derrota, tentando salvar a sua pele, é um sujeito que a torcida coloca sob suspeita.
Mas se ele é capaz de chamar para si a responsabilidade passa a merecer, imediatamente, um crédito de confiança – sua atitude é admirada.
Não é diferente o que acontece na política. Ao contrário do que muita gente pensa, o candidato que assume o erro, justificando o que fez, pode se sair melhor no julgamento popular do que aquele que foge da resposta e da responsabilidade.
Na cabeça do eleitor a coragem de falar a verdade e assumir o erro é prova de caráter e sinceridade, e por isso merece respeito e admiração – sentimentos cada vez mais raros hoje em dia.



A Ministra Marina pediu demissão. O Lula deve estar sentido um aperto no coração

Conheci a ministra Marina Silva antes de fazer a campanha do Lula. Eu ainda não trabalhava para o PT, quando fui procurado por Mercadante e Genoíno me pedindo para dar uma força na campanha do Jorge Viana ao governo do Acre – o que fiz de todo o coração. Conhecia a história dele e a história da Marina e sempre os considerei exemplos de seriedade e correção. Sem dúvida, o tipo de político que a gente quer para nosso país.
Doce e frágil na forma, mas uma leoa na defesa de suas convicções, a ministra Marina deve ter enchido o saco com as concessões que era obrigada a fazer no exercício do cargo.
Como presidente não sei, mas como ser humano, tenho certeza: o Lula deve ter sentido um grande aperto no coração nesse momento. É mais um grande companheiro que se afasta do governo.
Já a Marina volta a ficar totalmente livre para defender suas idéias no Senado. Sinceramente…acho que ela vai ficar muito mais feliz.



Aos estudantes de comunicação

Eu tenho um filho que fez vestibular este ano e tenho repetido isso para ele o tempo todo. O mercado de comunicação, como aliás todos os outros, é cada vez mais competitivo. Portanto é fundamental, como em tudo na vida, muito tesão e muita obstinação. Para todos. Mesmo que você se considere muito talentoso não se iluda em achar que isso é suficiente. É um grande erro. As portas do céu não vão se abrir para você sem mais nem menos. Pra mostrar seu talento antes você tem que ralar muito. E precisa ter, antes de mais nada, uma oportunidade. Conseguindo isso você tem que ralar muito mais ainda para aproveitar essa oportunidade para ir crescendo, ralando muito, pra merecer outras oportunidades.
A vida é uma escada e quem quer pular degraus tem tudo pra se esborrachar. E outra coisa muito importante – gravem bem – é preciso saber ganhar, perder e continuar na luta. Aprender a cair e levantar faz parte do jogo. Aprender a saber perder com dignidade e a ganhar com sabedoria, sem subir à cabeça.
Você não deve é ter medo das derrotas. Mesmo os maiores vencedores um dia já tiveram vontade de largar tudo e jogar a toalha. Pergunta ao Nizan, ao Roberto Duaillib, ao Washington Olivetto e a todos os publicitários de sucesso.



Para vencer

E o que é importante pra vencer? Pra vencer é preciso coragem pra lutar pelas suas idéias e, sobretudo, pra buscar coerência entre o que você diz e o que você faz. Pra correr atrás de seus sonhos sem desistir nunca, mesmo nos piores momentos.
Tem uma frase do Paulo Coelho que eu gosto muito: “ninguém escapa das derrotas, por isso é melhor perder alguns combates nas lutas pelos seus sonhos que ser derrotado sem saber porque você está lutando”.
Outra coisa. Hoje não basta mais ser competente. Tem que ter algo mais. Tem que ser polivalente. O horizonte de comunicação é muito largo e não é apenas propaganda e não é apenas criação. Existem muitas coisas, muitas áreas a serem descobertas. E pra todas é preciso talento e criatividade. É preciso saber um pouco de tudo. Não esqueça – o mercado paga mais pra quem é polivalente.



E a brincadeira tá ficando séria....

Em apenas 15 dias quase 17 mil acessos ao Blog do Duda, Ops..... E o mais incrivel é que...juro por Deus, 740 deles vieram dos Estados Unidos, Canada, Alemanha, Austrália, África do Sul...



Pirâmide Invertida II – Antes era assim

Outro dia falei aqui sobre a Pirâmide Invertida. O tema despertou tanto interesse e foram tantas as perguntas que resolvi voltar ao assunto de forma mais detalhada.
A Pirâmide Invertida também poderia se chamar a hora e a vez do povão.
Desde que comecei a fazer campanhas eleitorais eu ouvia falar da força e da influência dos formadores de opinião. Eles eram os intelectuais, os jornalistas, os grandes políticos, os grandes empresários, os artistas, enfim, eram lideranças importantes dos diversos segmentos de nossa sociedade que, ao emitir suas opiniões e seus pontos de vista, tinham uma enorme capacidade de influenciar os votos de todos.
Tudo funcionava como uma grande pirâmide, onde a classe A era o vértice e o povão era a base. No meio, estava a classe média, que era influenciada pela classe A e, por sua vez, influenciava a base. O patrão influenciava a opinião do empregado, o engenheiro influenciava o mestre de obra que, por sua vez, influenciava o peão em praticamente todas as suas decisões – desde a melhor cachaça, até o nome do candidato em que deveria votar. Isso tornava o resultado das eleições muitas vezes previsível.



Pirâmide Invertida III – A mudança

Seguramente o modelo acima foi verdade durante alguns anos. Mas, aos poucos, comecei a discordar dessa teoria e comecei a trilhar um outro caminho. Afinal, via cada vez mais claramente nas pesquisas a mudança de comportamento do povão. Aos poucos ele foi descobrindo que pertencia a um outro mundo, a uma outra realidade e que a opinião de um colega de trabalho, de um amigo, de pessoas de seus convívio era muito mais adequada à sua realidade, passando a ter, por isso mesmo, muito mais credibilidade e influência sobre ele.
Aos poucos, a pirâmide começou a mudar. Cada vez ficava mais claro para mim que o discurso dos políticos tradicionais, que os artigos dos jornais, que a presença dos artistas da televisão com seus depoimentos de apoio não influenciavam em nada, sobretudo o eleitor de baixa renda. Ao mesmo tempo as informações e argumentos daqueles que pertenciam à sua mesma classe social cresciam e ganhavam cada vez mais importância.
Essa nova ordem alterou substancialmente o resultado das eleições, deixando os políticos e a própria imprensa muito confusos.



Pirâmide Invertida IV – A força da TV e do Rádio

Sem dúvida o elemento chave para essa mudança foi a televisão. Ela encurtou as distâncias entre o candidato e o eleitor, colocando os dois frente a frente, sem intermediários – arrebentando os currais eleitorais e acabando com o chamado voto de cabresto.
Mas apesar da mudanca de comportamento do povão e da força do veículo televisão, a sua linguagem ainda era muito desconhecida para a maioria dos políticos. A televisão exige uma linguagem mais simples, mais direta, mais emocional, esteticamente mais limpa e mais bonita. Isso atrai a atenção de todos, principalmente do povão – ao contrário dos que acham que linguagem popular e qualidade estética seriam coisas conflitantes, quando, na verdade, são absolutamente complementares.
Grande parte das vitórias eleitorais que tive foram baseadas firmemente nessa teoria. Descobri também que a forma mais eficiente de usar a TV e do Rádio - os grandes veículos de comunicação - era na verdade para dar argumentos. Argumentos claros, fortes e convincentes. E, sem exageros, esses argumentos servem como base para discusão dos eleitores nos bares, nos locais de trabalho, no futebol, nos ônibus, nos metrôs, nas praias, etc…É aí onde, verdadeiramente, se decidem as eleições.



Direto de Goiânia

Hoje à noite estou em Goiânia fazendo uma palestra. Tomara que tenha muita gente e que todos gostem do meu blá-blá-blá.



Salvador é a cidade mais barulhenta do Brasil? Depende...

Saiu nos jornais. Segundo a organiação mundial de saúde, Salvador é a cidade mais barulhenta do Brasil. Eu gostaria de saber quando foi feita essa pesquisa. Por que se foi durante o Carnaval não vale....é até covardia...hahaha.
E quem sabe bem disso sou eu. Meu escritório é na Barra, em frente ao Farol, exatamente em cima da zorra total.
Clique abaixo e veja, num vídeo amador, um bom exemplo disso.



O que diferencia você de seus adversários? Você sabe responder essa pergunta?

Essa talvez seja a pergunta mais importante a ser respondida, e talvez até o próprio candidato precise de ajuda para encontrar a verdadeira resposta.
Hoje no Brasil, sobretudo em época de eleição, cada vez mais os candidatos estão ficando parecidos. Jeito parecido, roupa parecida, discurso parecido. Afinal, todos fazem pesquisa e sabem a opinião da população sobre os problemas que mais a atormentam. E é exatamente aí que começa a confusão.
Muitos candidatos e muitos aprendizes de marketeiro acham que basta somente prometer soluções para esses problemas e tudo estará resolvido. Se fosse assim, toda a eleição daria empate. Mas o buraco é mais embaixo.
Ate porque os proprios partidos políticos também estão ficando cada vez mais parecidos. Na verdade, se levarmos em conta o discurso, com exceção do PSOL, só existem dois partidos : governo e oposição. E mesmo assim, olhe lá. Muitas vezes, pelo discurso e comportamento, alguns aliados do governo mais parecem oposição; e, por sua vez, a turma da oposição, em alguns momentos, mais parece até que faz parte do governo. Isso confunde ainda mais a cabeça do eleitor.
Marcar bem suas diferenças, portanto, é fundamental. Ajuda muito o eleitor na hora de fazer a sua escolha.
E aí você pergunta: Se os problemas a serem enfrentados são os mesmos, como estabelecer essas diferenças?
Veja bem. A diferença não está nos problemas, mas sim nas soluções. E não apenas nas soluções, mas na forma de apresentar as soluções. E não apenas na forma de apresentar as soluções, mas no seu jeito de apresentar as soluções. Ou seja, a diferença, na verdade, está numa somatória de detalhes que envolvem forma e conteúdo.
E é exatamente nesse momento que a técnica, a informação, a pesquisa, cedem espaço para o felling, para a intuição, para a experiência, e por que não dizer, para o talento. Afinal, a diferença pode estar também um pouco num trecho de sua história. No seu carisma, na forma de sorrir, no tom de sua voz ou no brilho de seus olhos. E aí meu amigo, cabe também ao seu marketeiro ter sensibilidade para ajudar a descobrir e explorar coisas que só você tem e os outros não têm.



Putz !!! Por essa eu não esperava

A minha entrevista ao repórter Wálter Nunes no site da Revista Época da semana passada atingiu uma marca considerada extraordinária pelo pessoal que trabalha lá - 70 mil acessos.



Pedro e Carlão

Pedro trabalhava numa fazenda cujo o dono, coronel João, era um homem duro, porém muito justo. Um belo dia indo à cidade, justamente com o patrão e outros empregados, Pedro tomou coragem e falou:
- Patrão, com todo o repeito, posso fazer uma pergunta?
- Pode, respondeu o coronel.
- Por que eu ganho menos que o Carlao, se meu servico e igual ao dele.
O coronel coçou a cabeca e respondeu:
- Pedro, vá lá naquele armazém e pergunta se tem feijão.
Pedro foi, voltou e disse:
- Tem sim senhor
- -Pergunta quanto é o quilo.
Novamente o Pedro foi lá, voltou e respondeu:
- Quatro e cinquenta.
- Pergunta se tem para grande quantidade.
Pedro foi, voltou e respondeu:
- Tem sim senhor
O patrão então perguntou:
- Quem é o tal do Carlão que faz o mesmo que você e ganha mais?
- - E aquele lá, respondeu o Pedro.
- - Chama ele.
- Pois não coronel, disse o Carlão, Às suas ordens
- Vá lá naquele armazem e vê se tem feijão.
Carlão foi e voltou dizendo.
- Tem sim senhor, custa quatro e cinquenta o quilo e tem estoque grande.
Essa história volta e meia minha avó repetia. E nunca saiu da minha cabeça.